Meu best-seller organizacional
No último domingo, uma amiga tentava me convencer a escrever um livro sobre aspectos psicológicos da organização. Ela garantia que seria um best-seller, porque eu sabia escrever, tinha mestrado na GV e já havia dado aulas em faculdades bacanas.
Outro amigo, na mesa, tentava me convencer a ler um desses guias de auto-ajuda organizacionais, em que se compara ensinamentos budistas aos hábitos de pessoas eficazes para garantir seu sucesso nas organizações. Para ajudar a me convencer, ele me contou parte dos conselhos que o livro dava.
A situação me lembrou, imediatamente, de uma tirinha do Calvin e Haroldo. Calvin decide ficar rico escrevendo um livro de auto-ajuda. Ele explica como escrever o livro:
"Primeiro, você convence as pessoas de que há algo errado com elas. Isso é fácil, porque a publicidade ja condicionou as pessoas a se sentirem inseguras quanto ao seu peso, aparência, status, atração sexual e assim por diante.
"Depois, você convence as pessoas que o problema não é culpa delas e que são vítimas de forças maiores. Isso é fácil, porque é o que as pessoas acreditam de qualquer forma. Ninguém quer ser responsável pela sua própria situação.
"Finalmente, você as convence de que, com os seus sábios conselhos e encorajamento, elas podem resolver seu problema e serem felizes."
Bom, já li alguns livros de auto-ajuda empresarial na vida. O suficiente para saber que o caso se aplica. Eu acrescentaria às regras do Calvin apenas mais uma: "Escreva o óbvio, mas compare com alguma coisa que esteja bem na moda, como o budismo, a teoria do Caos ou a responsabilidade social". E está pronto seu best-seller.
É claro, é preciso também que seu nome tenha peso. Nessa hora, me lembro do "Pequena Miss Sunshine" (spoiler: vou estragar parte do filme pra quem não viu; se você não viu ainda, vá ver, e depois volte pra ler o resto do post). De qualquer forma, deixo aqui apenas a idéia do filme: "Seu método é ótimo. O problema é que ninguém vai comprar um livro de um Zé Ninguém como você".
Dito tudo isso, começo a escrever meu best-seller. Seu principal ensinamento será que, para qualquer situação de vida em que você se encontra, existe uma tirinha do Calvin que poderá te ajudar a compreendê-la melhor!
Que tal?
Outro amigo, na mesa, tentava me convencer a ler um desses guias de auto-ajuda organizacionais, em que se compara ensinamentos budistas aos hábitos de pessoas eficazes para garantir seu sucesso nas organizações. Para ajudar a me convencer, ele me contou parte dos conselhos que o livro dava.
A situação me lembrou, imediatamente, de uma tirinha do Calvin e Haroldo. Calvin decide ficar rico escrevendo um livro de auto-ajuda. Ele explica como escrever o livro:
"Primeiro, você convence as pessoas de que há algo errado com elas. Isso é fácil, porque a publicidade ja condicionou as pessoas a se sentirem inseguras quanto ao seu peso, aparência, status, atração sexual e assim por diante.
"Depois, você convence as pessoas que o problema não é culpa delas e que são vítimas de forças maiores. Isso é fácil, porque é o que as pessoas acreditam de qualquer forma. Ninguém quer ser responsável pela sua própria situação.
"Finalmente, você as convence de que, com os seus sábios conselhos e encorajamento, elas podem resolver seu problema e serem felizes."
Bom, já li alguns livros de auto-ajuda empresarial na vida. O suficiente para saber que o caso se aplica. Eu acrescentaria às regras do Calvin apenas mais uma: "Escreva o óbvio, mas compare com alguma coisa que esteja bem na moda, como o budismo, a teoria do Caos ou a responsabilidade social". E está pronto seu best-seller.
É claro, é preciso também que seu nome tenha peso. Nessa hora, me lembro do "Pequena Miss Sunshine" (spoiler: vou estragar parte do filme pra quem não viu; se você não viu ainda, vá ver, e depois volte pra ler o resto do post). De qualquer forma, deixo aqui apenas a idéia do filme: "Seu método é ótimo. O problema é que ninguém vai comprar um livro de um Zé Ninguém como você".
Dito tudo isso, começo a escrever meu best-seller. Seu principal ensinamento será que, para qualquer situação de vida em que você se encontra, existe uma tirinha do Calvin que poderá te ajudar a compreendê-la melhor!
Que tal?

2 Comments:
Puxa, e eu que sempre quis escrever um livro de anti-ajuda! "Como obter a miséria e a tristeza organizacional em 8 vícios eficazes". Droga!! Os Polyanas sempre poderão me falar: "vai vender muito! É só EVITAR os vícios que teremos um ótimo livro de auto-ajuda"
Hahahahaha
Ótimo o seu livro!
Tem um livro do Henrique Szklo, muito bom, chamado "Minutos de Estupidez". Ele dá conselhos bem apoiadores, como por exemplo: Foi confiar em Deus, olha no que deu..."
Post a Comment
<< Home