Pequenos sadismos...
Antes de mais nada: agradeço ao Charles pela oportunidade de dividir comigo essa iniciativa dele!
Todo professor é um pouco sádico. Eu, pelo menos, sou. São pequenas ações que nos dão um certo prazer, pois surpreendem os alunos e balançam o que chamo de "fome por certezas" que eles têm, principalmente os estudantes de administração.
Essa semana, por exemplo, dei uma aula utilizando o livro de Collins e Porras - "Feitas para durar" - onde ele busca destruir uma série de "mitos" teóricos da administração.
Ao estudar organizações "visionárias", os autores descobrem que diversas das "certezas" ensinadas nas escolas não estão presentes entre os valores ou processos dessas empresas. Sua conclusão final é que mais importante que obter valores e processos "universais e morais", as empresas devem ter uma cultura organizacional pautada numa ideologia (que ele define como "valores + objetivos organizacionais") bem sedimentada e disseminada pelos colaboradores.
Um dos mitos que Collins e Porras ataca é o mito de que as grandes empresas com décadas de liderança no mercado tomam decisão a partir de um planejamento estratégico complexo e minucioso. Os autores descobriram que, nas empresas estudadas, as decisões costumavam ser tomadas assim: tenta-se tudo e fica-se com o que dá certo.
Quando acabei de descrever esses achados de pesquisa, percorri os olhos pela sala e percebi diversos olhares incomodados - eu diria, quase rancorosos. Questionei os alunos até que um revelou:
- É que tivemos prova de Planejamento Estratégico ontem...
Ah, os pequenos prazeres sádicos de ser professor!...
Todo professor é um pouco sádico. Eu, pelo menos, sou. São pequenas ações que nos dão um certo prazer, pois surpreendem os alunos e balançam o que chamo de "fome por certezas" que eles têm, principalmente os estudantes de administração.
Essa semana, por exemplo, dei uma aula utilizando o livro de Collins e Porras - "Feitas para durar" - onde ele busca destruir uma série de "mitos" teóricos da administração.
Ao estudar organizações "visionárias", os autores descobrem que diversas das "certezas" ensinadas nas escolas não estão presentes entre os valores ou processos dessas empresas. Sua conclusão final é que mais importante que obter valores e processos "universais e morais", as empresas devem ter uma cultura organizacional pautada numa ideologia (que ele define como "valores + objetivos organizacionais") bem sedimentada e disseminada pelos colaboradores.
Um dos mitos que Collins e Porras ataca é o mito de que as grandes empresas com décadas de liderança no mercado tomam decisão a partir de um planejamento estratégico complexo e minucioso. Os autores descobriram que, nas empresas estudadas, as decisões costumavam ser tomadas assim: tenta-se tudo e fica-se com o que dá certo.
Quando acabei de descrever esses achados de pesquisa, percorri os olhos pela sala e percebi diversos olhares incomodados - eu diria, quase rancorosos. Questionei os alunos até que um revelou:
- É que tivemos prova de Planejamento Estratégico ontem...
Ah, os pequenos prazeres sádicos de ser professor!...

1 Comments:
Cultura Organizacional é sempre a bola da vez! De tanto falar disso, o Bertero já declarou que os estudos culturalistas estão esgotados. É a panaceia. E o Mintzberg já mostrou que se a cultura pudesse ser subordinada ao planejamento, então para que falar de "cultura"? Mas o engraçado é que nos nossos cursos, o diabo do "culturalismo" barato continua dominando mentes e corações.
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